Portal da Cidade Pontal do Paraná

VISTAS DO MEU PONTO

7 de Setembro - “Independência” do Brasil - será ?!?

Sejamos todos protagonistas, lutemos com inteligência (sem ortodoxias e sem interesses maquiavélicos ou até mesmo diabólicos).

Postado em 06/09/2021 às 12:15 |

“Ouviram do Ipiranga (um riacho na cidade de São Paulo) as margens plácidas (calmas e tranquilas), De um povo heroico o brado (grito, clamor) retumbante (que ressoa ecoante), E o sol da liberdade (nossa Independência), em raios fúlgidos (luminosos), Brilhou no céu da Pátria nesse instante” ...

Percebe-se na letra de Joaquim Osório Duque Estrada uma complexidade típica do parnasianismo com claros toques do romantismo que o momento, à época, exigia (por isso, fizemos questão de colocarmos sinônimos mais coloquiais e breves explicações no texto do parágrafo acima). Porém, essa complexidade não é típica apenas das palavras, das frases e das estrofes do nosso Hino Nacional, e esta complexidade chega até a interpretação da palavra “Independência” que colocamos também no título deste artigo entre aspas, e, logo depois, questionamos!

Sem ter a pretensão de pender para o lado da Direita ou da Esquerda (no aspecto direto da atual conjuntura da política brasileira), vamos nas próximas linhas refletir essa complexidade do conceito de “independência” desde os idos 1822 até os dias atuais. Para tanto, uma rápida conceituação básica de termos políticos e da sociologia. País é uma área territorial com todas as suas características geográficas, inclusive suas delimitações (fronteiras). Nação é uma identificação cultural comum a um determinado grupo de pessoas, ou seja, uma história comum, uma língua comum, enfim, uma “identidade”. O Estado (por exemplo, a nossa República Federativa do Brasil) é a junção deste território (país), mais um povo (com traços evidentes de Nação), mais um Governo que é a representação da vontade da coletividade e que tem como missão precípua o “bem comum”, sobremaneira, soberano.

Não podemos deixar de mencionar, que seguindo a Escola Francesa de Gestão Pública, estamos estruturados em Três Poderes “harmônicos” que respeitam a individualidade de poderes entre si. Portanto, temos o Executivo para fazer a máquina pública funcionar, para por as leis em prática, para criar as políticas públicas e para promover a igualdade (muitas vezes usando a equidade). Temos também o Legislativo cuja competência é a representação direta das vontades da população para a constituição das leis que regem nosso país. E, temos ainda o Judiciário que deve fiscalizar a correta aplicação das leis, bem como, promover o julgamento das ações que desrespeitem estas mesmas leis (lhes atribuindo, dentro da moralidade, suas respectivas penas).

Cabe ressaltar que o Executivo, além de realizar, também legisla (por vezes, até julga). Que o Legislativo além de fazer as leis e fiscalizar as ações do Executivo, também executa e julga quando necessário. E que o Judiciário além de julgar, também executa e legisla através das suas jurisprudências, reinterpretações das leis e aplicação das mesmas. Então, já fica claro que a tal “complexidade” da letra do nosso hino se estende inclusive para a própria forma de organização do Estado brasileiro. Agora, imaginem, se dentre estes três poderes não estiver existindo a harmonia prevista constitucionalmente.

Assim sendo, se o jogo de poder e das vaidades superar os preceitos constitucionais, automaticamente instauramos um verdadeiro “caos” no país que por consequência, além da instabilidade política, também produz uma fortíssima instabilidade econômica e social. Ou seja, exatamente este cenário que temos visto atualmente e pujantemente divulgado através da TV, das mídias escritas e principalmente pela internet. Donde, os maiores prejudicados, seremos, certeiramente, nós mesmos, o povo brasileiro.

Num país onde “fanatísmos” predominam, onde os poderes constituídos agem como “Deuses”, onde não há equilíbrio e muito menos respeito entre os pensamentos de esquerda e direita, e, que, consequentemente estão a sacrificar o brasileiros ... cabe o questionamento: “Que Independência é essa”? - “Temos, de fato, o que comemorar”?

Sendo um cidadão crítico, infelizmente, numa visão histórica, muitos foram os momentos que realmente pudemos questionar essa nossa “independência” e que assim, nem sempre, tivemos motivos para comemorar (não sendo diferente o momento atual que vivemos). Porém, como patriota, com a formação militar que tive, com a filosofia que sigo enquanto “homem justo e de bons costumes”, sob nenhuma hipótese posso me calar nesse momento, deixando claríssimo, “cada um no seu quadrado”, e assim a harmonia será celeremente retomada trazendo consigo a almejada estabilidade econômica e social.

O “câncer” do Brasil precisa ser curado com rapidez antes que mate o “Gigante pela própria natureza ... Impávido colosso”. O sucesso da Governança Política está em, após um processo eleitoral, estarmos todos unidos em prol do bem comum. Infelizmente, estamos internamente ruindo o “futuro que espelha essa grandeza” e destruindo o “berço esplêndido” ... cabendo o assertivo questionamento, onde está o “amor eterno seja símbolo”???

Finalizo este artigo, reafirmando, ele não é de direita e nem de esquerda, ele é do Brasil. E, todos vocês leitores, “brava gente brasileira”, independentemente de seu posicionamento político, e mesmo vocês apolíticos, todos nós, precisamos cobrar das nossas autoridades posturas pelo salutar futuro de nosso país, e cada um de nós, fazendo a sua parte, da contribuição mais singela até a mais arrojada, com certeza estaremos construindo uma grande nação, um grande Estado, um grande país realmente independente. “Longe vá, temor servil; Ou ficar a Pátria livre, Ou morrer pelo Brasil”. Sejamos todos protagonistas, lutemos com inteligência (sem ortodoxias e sem interesses maquiavélicos ou até mesmo diabólicos). Era o que continha para o momento.


Fraternal abraço.


Roberto Stelmacki Junior :.

Cidadão Pontalense e do Litoral Paranaense

Consultor e Coach

Especialista em Geopolítica, Filosofia e História do Paraná

MBA em Gestão Estratégica de Negócios

Mestre em Administração com Ênfase em Desenvolvimento Territorial

Professor de Gestão Pública

Presidente do ConSeg Pontal do Paraná

Vice-Presidente da ACIAPAR e Consultor da ACIMA e ACIG

Em Pontal do Paraná:

Secretário do Conselho da Comunidade

Membro do Conselho Municipal do Contribuinte

Membro do Conselho Municipal do Meio Ambiente

Membro do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana e Transportes (?)

Membro do Comitê Organizador do PRODEC (?)

Membro do Comitê de Crise Covid

Fonte:

Receba as notícias de Pontal do Paraná no seu WhatsApp.
Clique aqui, é gratis!

Deixe seu comentário

Outras notícias

Mais Lidas